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PERFIS E LINHAS HOMOLOGADAS: NÃO É MAIS UMA DESCULPA PARA ENCARECER O PRODUTO!

IMAGEM: ACERVO JORNAL DO VIDRO / DEP. ARTE JORNAL DO VIDRO
IMAGEM: ACERVO JORNAL DO VIDRO / DEP. ARTE JORNAL DO VIDRO
Áudio da matéria do dia 10 Julho de 2026

Estou no mercado de vidros e esquadrias há mais de duas décadas. Nesse tempo passei por diferentes áreas do setor e, até hoje, continuo fazendo a mesma coisa que sempre gostei: conversar com quem está na ponta. Converso praticamente todos os dias com vidraceiros, serralheiros, fabricantes, distribuidores, processadores de vidro e fornecedores.


E existe uma conversa que, há aproximadamente 15 anos, passou a fazer parte da rotina do nosso mercado.

Ela normalmente começa assim:

"Rodrigo, essa linha é mais cara porque é homologada."

Ou então:

"Esse componente custa mais porque atende às normas."

Ou ainda:

"Esse vidro tem o selo do Inmetro."

Aí vem a pergunta que considero totalmente legítima.


Tá, mas por que eu tenho que pagar mais caro por isso?

Essa dúvida não surgiu agora. Ela acompanha o crescimento do próprio mercado. Há cerca de quinze anos, o número de sistemistas, extrusoras, distribuidores de perfis, fabricantes de componentes e processadores de vidro começou a crescer de forma acelerada. Vieram novas linhas, novos códigos, novos nomes comerciais e um volume muito maior de produtos disputando o mesmo espaço.


Quanto maior ficou o mercado, mais difícil passou a ser separar o discurso comercial da informação técnica.


Há poucos dias, em mais uma das inúmeras conversas que tenho ao longo da semana, esse assunto voltou durante um bate-papo com o senhor Celso Freitas, profissional com mais de 20 anos de atuação na fabricação de esquadrias, instalação e acompanhamento de obras. Falávamos justamente sobre isso: muitas empresas anunciam que determinada linha é homologada, enquanto outras informam que ela ainda está em processo de homologação. Para quem compra o perfil, nem sempre é fácil entender a diferença.


E foi aí que pensei que essa matéria precisava ser escrita.

Não para defender fabricante A ou fabricante B ou para dizer qual marca é melhor.

Mas para explicar por que essas discussões passaram a fazer parte da rotina de quem trabalha com vidros e esquadrias.


Vamos imaginar uma situação comum:

Você é vidraceiro ou serralheiro.

Liga para dois distribuidores, os dois oferecem uma linha muito parecida.

Visualmente, os perfis são semelhantes, as medidas parecem iguais, mas um deles custa mais caro. Quando você pergunta o motivo, a resposta vem rápida:


"Porque essa linha é homologada." Pronto.

Como você verifica essa informação?

Como sabe se ela realmente já foi homologada ou se ainda está em processo de homologação?

Como descobrir se aquele fabricante de componentes realmente desenvolve seus produtos de acordo com as normas técnicas?

Como entender o que representa a marca de conformidade existente em um vidro certificado?

Essas perguntas são importantes porque, no fim do dia, quem responde pela obra é o vidraceiro ou o serralheiro.


O consumidor final, na maioria das vezes, não vai perguntar qual norma foi utilizada, qual ensaio foi realizado ou qual entidade acompanha determinado programa de qualidade. Ele quer o melhor preço, esquadria funcionando, perfil e vidro sem arranhão, um fechamento sem infiltrações e um produto que dure.


Mas o profissional precisa saber o que está comprando.

É justamente por isso que existem programas de qualidade, normas técnicas e certificações.


No caso das esquadrias de alumínio, uma das principais referências é o Programa Setorial da Qualidade (PSQ), coordenado pela AFEAL. É por meio dele que o mercado consegue acompanhar quais sistemas já foram homologados e quais ainda estão em processo de homologação, com base nos critérios e ensaios previstos pelo programa.


Quando o assunto é vidro, a conversa é diferente. A marca de conformidade presente nos vidros certificados está ligada ao processo de certificação previsto para esse produto. Se o profissional quiser entender como funciona esse processo ou consultar informações sobre empresas certificadas, a ABRAVIDRO é uma das principais referências do setor.


No segmento das esquadrias de PVC, esse papel é desempenhado pela ASPEC PVC, que também reúne informações técnicas e acompanha o desenvolvimento do segmento.


Perceba que cada assunto tem a sua entidade de referência.

Esse talvez seja o maior recado desta matéria.


Se alguém disser que uma linha é homologada, pergunte por quem.

Se disser que segue determinada norma técnica, pergunte qual e se afirmar que um vidro é certificado, saiba onde conferir essa informação.


O mercado evoluiu muito nos últimos quinze anos. E, junto com essa evolução, aumentou também a responsabilidade de quem compra, especifica, fabrica e instala.

Não estou dizendo que o produto mais caro será sempre o melhor.

Também não estou dizendo que um catálogo resolve todas as dúvidas.


O que estou dizendo é que hoje o vidraceiro e o serralheiro têm muito mais ferramentas para conferir informações do que tinham anos atrás. E usar essas ferramentas é muito melhor do que decidir apenas pela propaganda ou pela etiqueta de preço.


Nos próximos dias, vou explicar separadamente como funciona a homologação de linhas de alumínio, o que representa a certificação dos vidros e de que forma as normas técnicas influenciam os componentes e ferragens que utilizamos todos os dias.Minha única observação editorial é técnica: antes da publicação, eu conferiria dois pontos específicos, a referência exata ao PSQ/AFEAL para a consulta de sistemas homologados e a forma como você deseja mencionar a certificação dos vidros, para garantir que toda a terminologia esteja precisa. O restante da tese está alinhado com a pauta que você descreveu.


OFERECEIMENTO:


 
 
 

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