top of page

COMO TIRAR RISCOS DE VIDROS DE MANEIRA SIMPLES

IMAGEM: Divulgação - Alfa Limpezas de Vidros / Umuarama
IMAGEM: Divulgação - Alfa Limpezas de Vidros / Umuarama

Você sabe como remover riscos profundos ou arranhões em vidros?

Poucas coisas dão mais dor de cabeça numa obra do que ouvir aquela frase:

"Tem um risco no vidro."

Na mesma hora começam as perguntas. Dá para recuperar? Vai precisar trocar? O cliente vai aceitar? Quanto vai custar?


A boa notícia é que muitos riscos podem, sim, ser tratados. A má notícia é que não existe milagre. E é justamente aí que muita gente se engana.

Quem vê vídeos de 30 segundos nas redes sociais pode ficar com a impressão de que basta passar uma politriz e pronto. Quem já colocou a mão na massa sabe que não funciona assim.


A primeira coisa que precisa ser entendida é que nem todo risco é igual.

Existem riscos superficiais, aqueles quase imperceptíveis. Existem arranhões mais profundos e existem casos em que o dano já compromete tanto a superfície que a troca do vidro acaba sendo a solução mais sensata.

O princípio da recuperação é relativamente simples: remover uma pequena camada da superfície até alcançar a profundidade do risco e depois devolver a transparência ao vidro.


Na prática, porém, o trabalho exige paciência.

É por isso que profissionais especializados trabalham com uma sequência progressiva de abrasivos. Dependendo da situação, o processo pode começar com um disco mais agressivo, como um P240, avançando depois para grãos mais finos, como P360, P500 e até P1000.


O objetivo não é apenas remover o risco. É eliminar também as marcas deixadas pela etapa anterior, refinando gradualmente a superfície até que ela esteja pronta para o polimento final.


E aqui vale uma observação importante.

Muita gente pergunta qual é a "lixa mágica" que remove riscos do vidro.

A resposta normalmente decepciona.


Não existe uma única lixa responsável pelo resultado. O segredo está justamente na sequência correta de abrasivos e no controle do processo.

Outro fator que merece atenção é a velocidade da máquina.

Se você já tentou recuperar um vidro riscado, provavelmente sabe onde mora o perigo: no calor.


Excesso de rotação, pressão exagerada ou tempo demais trabalhando no mesmo ponto podem criar outro problema. O risco até diminui, mas surge uma distorção visual que ninguém queria ver.

É o famoso efeito de lente.


O vidro parece perfeito de frente, mas quando a luz bate ou quando se observa a peça em determinado ângulo, a deformação fica evidente.

Por isso, profissionais experientes controlam cuidadosamente a pressão aplicada, a velocidade de trabalho e, em muitos casos, utilizam água para ajudar no resfriamento da superfície.


Também é importante lembrar que nem todo risco desaparece completamente.

Em algumas situações, a profundidade do dano exige a remoção de tanto material que a recuperação deixa de ser economicamente viável ou compromete a qualidade óptica da peça.


Nesses casos, por mais que ninguém goste de dar essa notícia ao cliente, a substituição do vidro continua sendo a melhor alternativa.

Agora, se existe uma lição que todo profissional aprende depois de alguns anos no mercado, é esta: evitar o risco quase sempre custa menos do que tentar removê-lo depois.


Boa parte dos problemas aparece durante a limpeza pós-obra. Um grão de areia, um resíduo de argamassa ou uma partícula de concreto presa entre o vidro e o acessório de limpeza pode causar estragos consideráveis em poucos segundos.

Por isso, tão importante quanto conhecer as técnicas de recuperação é adotar procedimentos corretos de limpeza e manuseio.


No fim das contas, recuperar um vidro riscado não é questão de sorte nem de produto milagroso. É técnica, equipamento adequado e, principalmente, experiência.

E você? Já conseguiu salvar um vidro que parecia condenado ou acabou optando pela substituição da peça? Compartilhe sua experiência com a comunidade do Jornal do Vidro.


CONHEÇA:


 
 
 

Comentários


Você também pode gostar de ler sobre:

bottom of page