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ÁGUA ACUMULADA NA ESQUADRIA PODE COMPROMETER O VIDRO LAMINADO

há 21 horas
4 min de leitura
Imagem: Outlet das Máquinas / É Nós Montagens
Imagem: Outlet das Máquinas / É Nós Montagens
Acúmulo de água e vidro Lâminado

Mesmo sem apresentar infiltrações no imóvel, uma esquadria pode manter água acumulada em pontos escondidos, favorecendo problemas nas bordas do vidro laminado.

Sabe aquele dreno que a gente faz na esquadria? Pois é, vale a pena prestar atenção não apenas na existência dele, mas também se está realmente conseguindo eliminar a água que entra nos perfis. E não estamos falando somente daquela infiltração que aparece dentro da casa do cliente. Existe outra situação que merece cuidado: a água que fica acumulada dentro da própria esquadria, muitas vezes em contato direto com a borda do vidro.


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Quem trabalha com portas e janelas de alumínio conhece a importância da drenagem. Em muitos sistemas, a entrada de uma pequena quantidade de água nos canais é prevista no próprio projeto. O importante é que ela encontre um caminho para sair. O problema começa quando esse caminho é interrompido ou quando existem pontos em que a água fica represada.

E é justamente aí que precisamos olhar com um pouco mais de atenção.


O problema pode estar onde a gente não vê

Dependendo do sistema utilizado, a água pode ficar acumulada no canal inferior onde o vidro está apoiado, atrás das baguetes, nas regiões próximas aos calços ou em outros espaços internos dos perfis.

Esses pontos nem sempre ficam visíveis depois que a instalação está concluída. Por fora, a esquadria pode apresentar um acabamento perfeito. Por dentro, o cliente não percebe nenhuma infiltração. Só que a água continua ali, em contato com a borda do vidro ou mantendo aquela região constantemente úmida.


No caso dos vidros laminados, essa situação merece atenção especial.

Uma orientação técnica publicada pela National Glass Association (NGA), dos Estados Unidos, em setembro de 2026, alerta que a exposição prolongada das bordas à umidade, incluindo situações em que os drenos não funcionam corretamente, pode provocar alterações no material.


Um dos problemas é o aparecimento de uma região esbranquiçada nas bordas, conhecida tecnicamente como edge blush. Dependendo do tipo de interlayer, das condições de exposição e de outros fatores, a umidade também pode contribuir para a perda de aderência entre a película e o vidro, favorecendo a delaminação.

É importante lembrar que nem toda alteração esbranquiçada significa que o vidro está delaminando. A avaliação depende da característica do defeito e da composição do produto.


Não basta ter dreno. A água precisa conseguir chegar até ele

Outro detalhe importante está no próprio caminho que a água percorre dentro da esquadria.

Às vezes, a saída está aberta, mas um calço posicionado inadequadamente, excesso de silicone, resíduos da montagem ou alguma obstrução interna impedem que a água chegue até ela.


Também é possível que existam regiões do perfil em que a água permaneça acumulada, mesmo com outras partes do sistema drenando normalmente.

A fabricante Pilkington chama atenção para esse problema em suas orientações técnicas de envidraçamento. A empresa recomenda que os sistemas de drenagem sejam projetados para evitar o aprisionamento de umidade junto ao vidro e que o posicionamento dos calços não prejudique o escoamento.

Isso nos lembra que a drenagem não pode ser analisada apenas olhando os furos na parte externa do perfil. É preciso compreender como a água circula dentro do sistema e verificar se existem pontos em que ela pode ficar retida.


E os materiais utilizados na instalação?

Além da água acumulada, outro cuidado envolve os produtos que entram em contato com as bordas do laminado.

Selantes, silicones, adesivos e componentes das guarnições podem apresentar incompatibilidades químicas com determinados interlayers. Dependendo da composição, essas substâncias podem provocar alterações na região das bordas e contribuir para problemas de aderência.

Por isso, a escolha dos materiais precisa respeitar as orientações dos fabricantes do vidro, das películas e do sistema de esquadrias. Nem todo produto é indicado para qualquer aplicação.


Um cuidado que começa antes da instalação

Cada linha de esquadrias tem suas próprias soluções de drenagem, posicionamento de calços e vedação. Por isso, não existe uma receita única que sirva para todos os sistemas.


O importante é conhecer o funcionamento da linha utilizada, respeitar as posições e dimensões de drenagem previstas pelo fabricante e observar se o conjunto permite o escoamento adequado.


Na montagem, vale conferir a limpeza dos canais, o posicionamento dos calços, as saídas de água e a possibilidade de retenção de umidade em pontos escondidos. Quando previsto nas orientações do sistema, também é interessante verificar o funcionamento da drenagem antes da entrega do serviço.


Não se trata de sair fazendo furos adicionais nos perfis. Uma alteração improvisada pode prejudicar o funcionamento da própria esquadria.

É um cuidado que vale tanto para instalações novas quanto para a avaliação de serviços que já apresentam sinais de problemas.


Afinal, quando falamos em drenagem, normalmente pensamos em evitar que a água entre no imóvel. Mas é importante lembrar que a água que não chega ao interior da casa também precisa ter um destino adequado dentro da esquadria.


E, quando essa água permanece escondida junto ao vidro laminado, um detalhe aparentemente pequeno pode se transformar em problema para o cliente e para o profissional que executou o serviço.


Referências técnicas independentes: National Glass Association, Laminated Glazing Edges (setembro de 2026), e Pilkington, General Glazing Guidelines, documento ATS-192 e Glass Magazine




 
 
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