VIDRO DE 0,7 MM EM FACHADAS? PESQUISA ALEMÃ AVANÇA COM LAMINADOS ULTRAFINOS

Projeto ThinLam testa novas composições de vidro laminado para aplicações arquitetônicas que exigem menos peso, flexibilidade e segurança.
Enquanto o mercado de fachadas trabalha com vidros cada vez maiores e soluções estruturais mais complexas, pesquisadores alemães estão explorando outro caminho: utilizar chapas extremamente finas na fabricação de vidros laminados para a construção civil.
E estamos falando de espessuras bem abaixo das que costumamos encontrar nas vidraçarias. Nos testes do projeto ThinLam, foram utilizados vidros float de 2 mm e vidros quimicamente temperados de apenas 0,7 mm.
A pesquisa envolve a Universidade Técnica de Dresden e as empresas alemãs

Folienwerk Wolfen e Schott Technical Glass Solutions.
O objetivo é desenvolver composições laminadas que permitam reduzir o peso dos elementos de vidro e ampliar as possibilidades de utilização em fachadas curvas e sistemas com geometrias diferenciadas.
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O DESAFIO ESTÁ NA COMPOSIÇÃO DO LAMINADO
Quem trabalha com laminados sabe que não adianta olhar somente para a espessura das chapas. O interlayer, o processamento e as condições de aplicação fazem toda a diferença no comportamento do conjunto.
No projeto alemão, uma das principais preocupações foi justamente desenvolver películas intermediárias que ofereçam boa retenção dos fragmentos após a quebra, resistência a impactos e flexibilidade.

Os pesquisadores avaliaram diferentes composições, incluindo interlayers multicamadas de EVA e MPE, um tipo de polietileno.
Nos ensaios de impacto por queda de esfera, algumas dessas configurações apresentaram resultados superiores aos das composições convencionais utilizadas como referência nos testes.
Outro ponto interessante é a possibilidade de trabalhar com vidros laminados curvados a frio, abrindo espaço para soluções arquitetônicas com formatos menos convencionais.
E COMO FICA A INSTALAÇÃO?
Essa talvez seja uma das questões mais interessantes para quem trabalha com fachadas.
Afinal, não basta desenvolver um vidro fino e resistente. É preciso saber como ele será apoiado, fixado e como vai se comportar diante dos esforços aos quais estará submetido.
Esse é justamente um dos assuntos de uma nova etapa de pesquisa, chamada ThinLam Element, que investiga sistemas de fixação, durabilidade e proteção das bordas.
A redução do peso pode representar uma vantagem em determinadas aplicações, mas o conjunto precisa ser dimensionado para oferecer o desempenho exigido pelo projeto.
AINDA É PESQUISA, MAS VALE FICAR DE OLHO
É importante deixar claro que o estudo não significa que já podemos especificar uma chapa de 0,7 mm para qualquer fachada.
Estamos falando de composições laminadas experimentais, desenvolvidas e avaliadas para aplicações específicas.

Mas o projeto mostra uma possibilidade interessante para os próximos anos: ampliar o uso de vidros mais finos na construção civil, sem depender exclusivamente do aumento de espessura para atender às necessidades dos projetos.
Para o pessoal que trabalha com fachadas, vale acompanhar essa evolução. Afinal, novos tipos de vidro também exigirão novas soluções de processamento, fixação e montagem.
Fontes: Universidade Técnica de Dresden — projetos ThinLam e ThinLam Element; Folienwerk Wolfen; Schott Technical Glass Solutions.







