top of page

NOVO AUMENTO DO VIDRO? DOIS REAJUSTE EM 90 DIAS, TEREMOS O 3ºATÉ O FIM DE 2026?

há 2 dias
3 min de leitura

Atualizado: há 1 dia

IMAGEM: Acervo Jornal do vidr
IMAGEM: Acervo Jornal do vidr
NOVO AUMENTO DO VIDRO-DOIS REAJUSTES EM 90 DIAS

Depois de dois reajustes no vidro float em apenas 90 dias, será que ainda teremos um terceiro aumento antes do fim de 2026? A pergunta preocupa, principalmente num momento de incertezas econômicas, oscilações do câmbio e dificuldades enfrentadas pelo mercado vidreiro.


Em junho, as usinas anunciaram um reajuste na matéria-prima. Em setembro, veio a notícia de outro aumento, confirmada pela Associação Brasileira de Distribuidores e Processadores de Vidros Planos (Abravidro).

________________________________

Continue a leitura após a publicidade:



________________________________


Para quem trabalha com vidro e esquadrias, a situação não é simples. Afinal, o fornecedor aumenta o preço, mas nem sempre o vidraceiro ou o serralheiro consegue repassar esse custo ao cliente. E ninguém quer perder um serviço por causa do orçamento.


MAS O VIDRO NÃO É FABRICADO NO BRASIL?

Sim, mas isso não significa que sua produção esteja livre das oscilações do mercado internacional.

Um exemplo é a barrilha, matéria-prima fundamental na fabricação do vidro float. Segundo informações divulgadas pela Abravidro em 2025, as usinas brasileiras importam aproximadamente 1,4 milhão de toneladas desse insumo por ano, principalmente dos Estados Unidos, da Turquia e da Espanha.


Isso significa que variações do dólar, alterações nos custos de importação e dificuldades no comércio internacional podem pressionar as despesas das usinas brasileiras.

E não estamos falando apenas da barrilha. Energia, transporte e outros custos de produção também entram nessa conta.

Por isso, mesmo com o vidro sendo produzido no Brasil, o que acontece lá fora pode acabar chegando à tabela de preços do seu fornecedor.


O MERCADO CONSEGUE ABSORVER OUTRO AUMENTO?

Essa é outra preocupação. Os números recentes mostram que o setor já enfrenta dificuldades.

Segundo o Termômetro Abravidro, as vendas de vidros processados caíram 14,5% em agosto, na comparação com julho. Em setembro, houve recuperação de 11,1%, mas parte desse crescimento pode estar relacionada à antecipação de compras antes do reajuste.


Ou seja, a melhora de setembro não significa, necessariamente, que as vidraçarias estejam recebendo mais pedidos.

Ao mesmo tempo, as importações continuam pressionando o mercado. Até agosto, o volume de vidro importado já se aproximava de 88% de tudo o que havia entrado no Brasil durante 2025, segundo a Abravidro.

É uma situação complicada: de um lado, custos mais altos; do outro, concorrência, dificuldade de repasse e clientes pesquisando cada vez mais os preços.


E SE O TERCEIRO REAJUSTE VIER?

Até agora, não há confirmação de um terceiro aumento em 2026. Mas a instabilidade econômica e as possíveis oscilações cambiais são motivos para acompanhar o comportamento dos custos de produção até o encerramento do ano.

A própria Abravidro criticou o momento escolhido para o segundo reajuste e a falta de transparência no diálogo com o setor.


Também não é possível estabelecer um percentual único de aumento para todas as usinas com base nas informações divulgadas.

Para o vidraceiro e o serralheiro, o cuidado continua sendo o mesmo: conferir as tabelas, negociar com os fornecedores e prestar atenção à validade dos orçamentos.


Porque quem está no dia a dia do mercado sabe: basta uma mudança de preço entre a apresentação do orçamento e o fechamento do serviço para aquela margem que já era apertada ficar ainda menor.

E na sua região, como ficaram os preços depois desses dois reajustes? Você conseguiu repassar os aumentos ou precisou absorver parte deles?


Fontes: Abravidro — comunicados de setembro e outubro de 2026, Termômetro Abravidro e informações sobre importações de barrilha publicadas em julho de 2025.

Apuração: Jornal do Vidro, outubro de 2026.

 
 
bottom of page