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EMENDA DA ABNT NBR 17296 AMPLIA CRITÉRIOS DE SUSTENTABILIDADE PARA OS VIDROS PLANOS

há 2 dias
3 min de leitura


Norma tecnica

Publicada nesta quarta-feira (30), atualização complementa a norma lançada em maio e reforça parâmetros ambientais, sociais e de governança para a cadeia vidreira

A ABNT NBR 17296, norma brasileira criada especificamente para tratar da sustentabilidade dos vidros planos, recebeu uma emenda nesta quarta-feira (30). A atualização complementa o documento publicado em maio e amplia a base técnica utilizada para avaliar práticas ambientais, sociais e de governança na produção e no processamento do vidro plano. Abravidro

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A norma nasceu dentro do Programa Selo Verde Brasil e estabelece requisitos aplicáveis à produção de vidro float e texturizado e aos produtos processados a partir dessas bases. Isso inclui, entre outros, temperados, laminados, insulados, espelhos e vidros de controle solar. Serviços e Informações do Brasil


Mais do que criar uma nova expressão para o mercado, a NBR 17296 tenta colocar parâmetros técnicos por trás do conceito de vidro sustentável. A ideia é permitir que características ambientais e práticas empresariais possam ser demonstradas de forma documentada e rastreável, em vez de depender apenas de declarações comerciais.


Sustentabilidade começa a ganhar critérios mais objetivos

A discussão ambiental envolvendo o vidro já não se limita à possibilidade de reciclagem do material ou ao desempenho energético de uma fachada.

A norma trabalha com uma visão mais ampla, envolvendo critérios ambientais, sociais, econômicos e de governança. O próprio Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços destaca que a NBR 17296 foi criada para aumentar a capacidade de avaliação do desempenho ESG do vidro plano brasileiro, fortalecendo aspectos como rastreabilidade e competitividade. Serviços e Informações do Brasil


Na prática, isso cria uma referência comum para empresas que pretendam demonstrar que determinados produtos ou processos atendem a critérios de sustentabilidade.

Esse movimento também tende a reduzir um problema conhecido em vários setores: o uso da palavra “sustentável” sem uma base técnica clara que permita entender exatamente o que está sendo medido.


Selo Verde Brasil está por trás desse movimento

A NBR 17296 está diretamente ligada ao Programa Selo Verde Brasil, iniciativa federal destinada à criação de padrões nacionais de sustentabilidade para produtos e serviços brasileiros.

O objetivo do programa é fazer com que características ambientais deixem de ser apenas argumentos de marketing e possam ser avaliadas por critérios reconhecidos, inclusive para melhorar o posicionamento da indústria brasileira em mercados que exigem comprovação de desempenho ambiental. Serviços e Informações do Brasil


A norma para vidros planos foi publicada pela ABNT em 25 de maio de 2026. Sua elaboração ficou a cargo da Comissão de Estudo de Vidros Planos Sustentáveis, ligada ao Comitê Brasileiro de Vidros Planos, o ABNT/CB-037. Participaram dos trabalhos representantes do governo, da ABNT, de entidades do setor e de empresas da cadeia produtiva. Serviços e Informações do Brasil

A emenda agora publicada passou anteriormente por Consulta Nacional, encerrada em 22 de setembro. Abravidro


Não é assunto apenas para quem fabrica vidro

À primeira vista, uma norma desse tipo pode parecer distante da realidade de quem beneficia, distribui ou instala vidro. Não necessariamente.

A própria NBR 17296 prevê que produtos intermediários ou finais que utilizem vidro plano como componente possam declarar conformidade com critérios de sustentabilidade, desde que sejam atendidas as condições estabelecidas pela normalização e que o vidro utilizado esteja de acordo com os requisitos aplicáveis. Serviços e Informações do Brasil


É aí que o assunto começa a descer pela cadeia.

Um fabricante pode precisar comprovar determinadas características do vidro. O transformador pode ter de preservar sua rastreabilidade. Um especificador pode começar a pedir documentação. E aquilo que nasce em grandes obras, fachadas corporativas ou projetos com metas ambientais acaba chegando, com o tempo, às empresas responsáveis pelo fornecimento e pela instalação.


Isso não significa que amanhã todo vidraceiro terá de carregar uma pasta de documentos ambientais debaixo do braço.

Mas significa que o mercado brasileiro de vidro está construindo uma linguagem técnica para definir algo que durante muito tempo foi tratado de maneira bastante genérica: quando é possível chamar um vidro de sustentável e quais informações precisam existir para sustentar essa afirmação.


Para transformadores, distribuidores, serralheiros e vidraceiros, é um assunto que merece acompanhamento. Normas desse tipo geralmente começam longe do balcão e da obra pequena. Depois aparecem na especificação, no orçamento, na documentação do fornecedor e, quando se percebe, já fazem parte da rotina do mercado.

 
 
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