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CONSTRUÇÃO CRESCE 1,1%, MAS ESSE CRESCIMENTO CHEGOU ÀS VIDRAÇARIAS E SERRALHERIAS?

IMAGEM: Acervo Jornal do Vidro
IMAGEM: Acervo Jornal do Vidro
Matéria do dia 04 de agosto 2026

PIB da construção avançou no primeiro semestre de 2026, mas indústria de materiais registrou queda. Jornal do Vidro quer saber: o mercado de vidros e esquadrias sentiu algum crescimento?

O IBGE divulgou nesta semana um número que, olhando rapidamente, parece uma boa notícia: a construção civil brasileira cresceu 1,1% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado.

Cresceu. Mas cresceu pouco.


E, quando começamos a abrir esse número, aparece uma pergunta muito mais interessante para quem trabalha todos os dias com vidro, alumínio, esquadrias, fachadas, box e guarda-corpo:

esse crescimento chegou até você?

Porque uma coisa é o PIB da construção crescer. Outra coisa é esse crescimento chegar até a vidraçaria, a serralheria, o distribuidor e a indústria.

E os números mostram que essa diferença existe.


O ANO COMEÇOU MELHOR DO QUE ESTÁ TERMINANDO O SEMESTRE

A construção começou 2026 acelerada. No primeiro trimestre, o setor cresceu 2,9% em relação aos últimos três meses de 2025.

Só que perdeu força.

No segundo trimestre, a construção recuou 0,4% em relação ao primeiro. Na comparação com o segundo trimestre do ano passado, ainda houve crescimento de 1%.

Somando janeiro a junho, chegamos à alta de 1,1%.


Traduzindo para quem não tem obrigação nenhuma de ficar acompanhando PIB:

a construção cresceu no semestre, mas desacelerou no caminho.

E a própria Câmara Brasileira da Indústria da Construção aponta algumas razões conhecidas de quem está tentando tocar uma empresa hoje: juros elevados, crédito caro, famílias endividadas e redução do ritmo das pequenas obras e reformas.


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E AÍ APARECE UMA CONTRADIÇÃO

Enquanto a construção terminou o semestre 1,1% maior, a indústria de materiais de construção viveu outra realidade.

Segundo o Índice Abramat, o faturamento real da indústria de materiais caiu 3,4% no primeiro semestre, comparado ao mesmo período de 2025.

A situação fez a Abramat reduzir sua expectativa de crescimento para 2026 de 1,9% para apenas 0,5%.


E tem um número que interessa especialmente para nós.

Em junho, comparando com junho do ano passado, os materiais básicos cresceram 1,4%, enquanto os materiais de acabamento recuaram 2,1%.

E aí acende uma luz amarela.

Porque boa parte do nosso mercado aparece justamente nas etapas mais adiantadas de uma obra.


Ninguém instala o box antes de construir o banheiro. Ninguém coloca a janela antes de existir o vão. Fachada, esquadria, guarda-corpo, espelho e vários outros produtos do nosso setor aparecem quando a obra já consumiu uma boa quantidade de concreto, aço, cimento, mão de obra e dinheiro.

Portanto, crescimento da construção não significa automaticamente crescimento na mesma intensidade para todo mundo que vive dela.


MAS, AFINAL, O MERCADO DO VIDRO CRESCEU OU NÃO?

Essa é justamente a resposta que os grandes indicadores não conseguem nos dar sozinhos.

Não encontramos, nos levantamentos nacionais consultados, um indicador atualizado que permita afirmar que o mercado brasileiro de vidros e esquadrias cresceu ou caiu 1, 2 ou 3% no primeiro semestre.

E não vamos inventar um número.


O que sabemos é que a construção cresceu 1,1%, que perdeu força no segundo trimestre e que a indústria de materiais teve queda de faturamento no semestre.

Agora queremos colocar o termômetro na rua.

Se você é vidraceiro, serralheiro, distribuidor, beneficiador, instalador ou trabalha com fachadas, queremos saber:

Como foi o seu primeiro semestre de 2026?

Você vendeu mais? Vendeu menos? O Whats tocou mais, mas o cliente demorou para fechar? Apareceram mais pedidos de orçamento, mas menos negócios?

As obras novas estão andando e as reformas diminuíram?

Ou você está olhando esses números e pensando:


“Cresceu onde? Porque aqui na minha empresa eu não vi esse 1,1%.”

É justamente isso que queremos descobrir.

Porque PIB é importante. Indicador econômico é importante. Pesquisa de entidade é importante.

Mas existe uma economia que só aparece quando a gente pergunta para quem está colocando a mão no vidro todos os dias.

E é essa resposta que o Jornal do Vidro quer ouvir agora.

 
 
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