CONSTRUÇÃO CRESCE 1,1%, MAS ESSE CRESCIMENTO CHEGOU ÀS VIDRAÇARIAS E SERRALHERIAS?
- RODRIGO H. SANDIM

- há 1 dia
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PIB da construção avançou no primeiro semestre de 2026, mas indústria de materiais registrou queda. Jornal do Vidro quer saber: o mercado de vidros e esquadrias sentiu algum crescimento?
O IBGE divulgou nesta semana um número que, olhando rapidamente, parece uma boa notícia: a construção civil brasileira cresceu 1,1% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado.
Cresceu. Mas cresceu pouco.
E, quando começamos a abrir esse número, aparece uma pergunta muito mais interessante para quem trabalha todos os dias com vidro, alumínio, esquadrias, fachadas, box e guarda-corpo:
esse crescimento chegou até você?
Porque uma coisa é o PIB da construção crescer. Outra coisa é esse crescimento chegar até a vidraçaria, a serralheria, o distribuidor e a indústria.
E os números mostram que essa diferença existe.
O ANO COMEÇOU MELHOR DO QUE ESTÁ TERMINANDO O SEMESTRE
A construção começou 2026 acelerada. No primeiro trimestre, o setor cresceu 2,9% em relação aos últimos três meses de 2025.
Só que perdeu força.
No segundo trimestre, a construção recuou 0,4% em relação ao primeiro. Na comparação com o segundo trimestre do ano passado, ainda houve crescimento de 1%.
Somando janeiro a junho, chegamos à alta de 1,1%.
Traduzindo para quem não tem obrigação nenhuma de ficar acompanhando PIB:
a construção cresceu no semestre, mas desacelerou no caminho.
E a própria Câmara Brasileira da Indústria da Construção aponta algumas razões conhecidas de quem está tentando tocar uma empresa hoje: juros elevados, crédito caro, famílias endividadas e redução do ritmo das pequenas obras e reformas.
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E AÍ APARECE UMA CONTRADIÇÃO
Enquanto a construção terminou o semestre 1,1% maior, a indústria de materiais de construção viveu outra realidade.
Segundo o Índice Abramat, o faturamento real da indústria de materiais caiu 3,4% no primeiro semestre, comparado ao mesmo período de 2025.
A situação fez a Abramat reduzir sua expectativa de crescimento para 2026 de 1,9% para apenas 0,5%.
E tem um número que interessa especialmente para nós.
Em junho, comparando com junho do ano passado, os materiais básicos cresceram 1,4%, enquanto os materiais de acabamento recuaram 2,1%.
E aí acende uma luz amarela.
Porque boa parte do nosso mercado aparece justamente nas etapas mais adiantadas de uma obra.
Ninguém instala o box antes de construir o banheiro. Ninguém coloca a janela antes de existir o vão. Fachada, esquadria, guarda-corpo, espelho e vários outros produtos do nosso setor aparecem quando a obra já consumiu uma boa quantidade de concreto, aço, cimento, mão de obra e dinheiro.
Portanto, crescimento da construção não significa automaticamente crescimento na mesma intensidade para todo mundo que vive dela.
MAS, AFINAL, O MERCADO DO VIDRO CRESCEU OU NÃO?
Essa é justamente a resposta que os grandes indicadores não conseguem nos dar sozinhos.
Não encontramos, nos levantamentos nacionais consultados, um indicador atualizado que permita afirmar que o mercado brasileiro de vidros e esquadrias cresceu ou caiu 1, 2 ou 3% no primeiro semestre.
E não vamos inventar um número.
O que sabemos é que a construção cresceu 1,1%, que perdeu força no segundo trimestre e que a indústria de materiais teve queda de faturamento no semestre.
Agora queremos colocar o termômetro na rua.
Se você é vidraceiro, serralheiro, distribuidor, beneficiador, instalador ou trabalha com fachadas, queremos saber:
Como foi o seu primeiro semestre de 2026?
Você vendeu mais? Vendeu menos? O Whats tocou mais, mas o cliente demorou para fechar? Apareceram mais pedidos de orçamento, mas menos negócios?
As obras novas estão andando e as reformas diminuíram?
Ou você está olhando esses números e pensando:
“Cresceu onde? Porque aqui na minha empresa eu não vi esse 1,1%.”
É justamente isso que queremos descobrir.
Porque PIB é importante. Indicador econômico é importante. Pesquisa de entidade é importante.
Mas existe uma economia que só aparece quando a gente pergunta para quem está colocando a mão no vidro todos os dias.
E é essa resposta que o Jornal do Vidro quer ouvir agora.






