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ABERTURA DO SIMPOVIDRO MOSTRA UM MERCADO QUE AINDA ESPERA PELA RECUPERAÇÃO

há 19 horas
2 min de leitura
IMAGEM: Abertura do Simpovidro  / Foto - Abravidro - Divulgação
IMAGEM: Abertura do Simpovidro / Foto - Abravidro - Divulgação

Representantes das quatro usinas de vidro plano do Brasil fizeram um balanço de 2026 e falaram sobre o que esperam para o próximo ano. O tom foi de cautela.

O mercado vidreiro esperava um segundo semestre melhor em 2026. Pelo menos essa era a expectativa das principais fabricantes de vidro plano do país. Mas a recuperação não veio como se esperava.


Esse foi um dos assuntos da abertura do 17º Simpovidro, realizada nesta quinta-feira (5), em Florianópolis (SC). O encontro, organizado pela Abravidro, reuniu representantes da AGC, Cebrace, Guardian e Vivix para uma conversa sobre o momento do setor e as perspectivas para 2027.


Henrique Lisboa, presidente da Vivix, foi direto ao avaliar o cenário. Segundo ele, a previsão é de uma queda de 2% no consumo de vidro plano para construção em 2026.

"O mercado andará de lado em 2026", afirmou.


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A entrada de produtos importados, os custos de produção, os fretes mais caros e os juros elevados estão entre os fatores que dificultaram o ano para as fabricantes.

Eliane Pereira, diretora-executiva da Guardian, também reconheceu que a melhora esperada para o segundo semestre não aconteceu. Apesar disso, a empresa mantém seus planos de crescimento.


Na Cebrace, a avaliação sobre 2027 também foi cuidadosa. Lucas Malfetano acredita que o mercado poderá crescer, mas sem grandes mudanças em relação ao cenário atual.


E o que isso significa para o vidraceiro?

A conversa não ficou apenas nos problemas. Os executivos também falaram sobre onde o setor pode encontrar oportunidades.


Uma delas está nos produtos que oferecem mais do que o vidro convencional, como os vidros de controle solar, acústicos, de segurança e insulados.


A Cebrace, por exemplo, chamou a atenção para o vidro insulado, que ainda representa uma parcela muito pequena do mercado brasileiro. Segundo a empresa, sua participação está em torno de 1%, mesmo considerando as aplicações em refrigeração.


Isso mostra que ainda existe espaço para desenvolver esse mercado. Mas também deixa uma questão importante: como fazer esses produtos chegarem ao consumidor, com informação e preços que justifiquem sua escolha?


Outro ponto levantado foi a necessidade de aproximar as usinas de quem beneficia, vende e instala o vidro. O presidente da Abravidro, Victor Casaca, defendeu que os fornecedores aproveitem o encontro para ouvir mais os empresários do setor.


É uma discussão que precisa continuar. Afinal, quem está na ponta também conhece as dificuldades do mercado: sabe quanto custa manter uma empresa, enfrenta a concorrência, negocia com o consumidor e precisa encontrar maneiras de continuar vendendo.


A abertura do Simpovidro deixou uma mensagem clara: as próprias fabricantes reconhecem que o mercado não teve o desempenho esperado.

Agora resta saber se 2027 será um ano de recuperação e, principalmente, se essa melhora chegará também às empresas que beneficiam e instalam o vidro.

O 17º Simpovidro acontece até domingo (8), no Costão do Santinho, em Florianópolis.

Informações e declarações obtidas na cobertura da Abravidro sobre a abertura do evento.


Fonte: Abravidro — Cerimônia de abertura do 17º Simpovidro debate caminhos para o mercado. As falas foram conferidas na publicação original de 5 de novembro.



 
 
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