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O que é o Glass Performance Days?


Imagem: Glass Performance Days


O GPD ( Glass Performance Days) é um congresso vidreiro realizado na cidade de Tampere na Finlândia, sendo um dos maiores congressos vidreiros independentes do mundo, porque ele não é organizado por associações do mercado do vidro, mas sim por empresas independentes. Originalmente a empresa organizadora sempre foi a TAMGLASS, que na época era um dos maiores fabricantes mundiais de fornos horizontais de têmpera.


A proposta do GPD sempre foi trazer as últimas novidades tecnológicas em relação ao vidro, sendo essas novidades baseadas em estudos e pesquisas científicas para cada tema apresentado no Congresso.


Eu estive presente nas edições de 2001 e 2003. Na edição de 2001 eu fui assessorar o presidente Gilberto Ribeiro, na época presidente da ANDIV, o qual foi um dos palestrantes convidados.


Em 2003 eu tive a honra de representar o Brasil como palestrante na sessão latino americana do GPD. Na época fui para a Finlândia como gerente de marketing da UBV (União Brasileira de Vidros).


Ao comparar o GPD com os eventos aqui no Brasil, eu vejo uma diferença entre o público presente no GPD e o público visitante dos nossos eventos. A maioria das pessoas presentes ao GPD, são empresários, executivos, cientistas e pesquisadores ligados ao vidro. Essas pessoas investem em uma viagem de alto custo, deslocando-se do Leste da Europa, Ásia, Oriente Médio, América do Norte e América do Sul. Portanto eles aproveitam ao máximo o seu tempo para ter acesso às novidades tecnológicas, novos contatos e futuros negócios. Conclusão, confraternização, passeios e lazer não são as suas prioridades.




Assim, torna-se possível cruzarmos nos corredores do GPD com cientistas, pesquisadores, da Alemanha, Rússia, e outras ex-repúblicas soviéticas onde a pesquisa científica é parte da sua cultura e do seu cotidiano.


Vou citar algumas palestras que eu assisti no GPD para vocês terem uma visão mais prática desse Congresso:


a). PILKINGTON: O CEO da Pilkington mundial nos apresentou o vidro

autolimpante, que a maioria de nós brasileiros ainda não conhecíamos. Esse

vidro já havia sido inicialmente lançado na Grécia e na Índia como mercados de

teste para o novo produto.


b). Efeito da sombra sobre o vidro temperado: Um cientista Russo nos

apresentou um estudo sobre os resultados da sua pesquisa de 20 anos com

relação aos efeitos da sombra sobre os vidros temperados. Durante a palestra

ele nos mostrou a importância de um estudo prévio sobre a posição dos vidros

a serem instalados em um edifício para tirarmos vantagem ou eliminarmos

desvantagens do efeito da sombra projetada sobre os vidros.


c). Posição dos vidros em relação ao vento: Um cientista americano nos

apresentou uma palestra sintetizando os resultados da sua pesquisa de vários

anos sobre o efeito do vento em relação aos vidros em uma construção. As informações que aquele cientista nos passou nos evidenciaram a importância das empresas no Brasil investirem ainda mais na pesquisa e no treinamento dos nossos profissionais do vidro.


d). Para-brisa inteligente da FIAT: O projetista chefe da FIAT mundial nos

apresentou um projeto de um novo para-brisa que continha todas as

informações de um GPS, porém, altamente sofisticado. Esse para-brisa

oferece ao motorista todas as informações em uma tela no próprio parabrisa do

carro, porém, sem limitar o campo de visão do motorista. O objetivo é evitar

que o motorista abaixe a cabeça ou olhos para ver as informações e desvie a sua atenção do trânsito à sua frente.


Com relação aos visitantes brasileiros das nossas feiras, são empresários, executivos, vidraceiros, mas também muitas pessoas de fora do segmento.


No geral todos querem ter acesso às novidades tecnológicas do nosso mercado, contudo, os brasileiros e os visitantes dos países latinos são mais descontraídos e aproveitam os eventos para fazer negócios, mas também para encontrarem pessoas e reverem velhas amizades.


Conclusão, o GPD representa uma oportunidade para os seus participantes aumentarem suas redes de contato com pessoas de outros países e ampliarem a sua visão periférica em relação à evolução dos outros mercados.


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