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EM 2026, AINDA COMPENSA TRABALHAR COM REPOSIÇÃO DE VIDRO COMUM NA MASSA?

IMAGEM: Acervo do Jornal do Vidro
IMAGEM: Acervo do Jornal do Vidro

Existe um mercado que muitos vidraceiros simplesmente deixaram de enxergar.

Quem entrou no ramo há 25, 30 ou 40 anos conhece bem esse serviço. Trocar

um vidro quebrado em uma janela instalada na massa fazia parte da rotina da vidraçaria.

Mas o mercado mudou.


Nos últimos vinte anos, uma nova geração de profissionais entrou no setor aprendendo principalmente vidro temperado. Muitos também passaram a trabalhar com esquadrias de alumínio. Para boa parte desses profissionais, a reposição de vidro comum praticamente nunca fez parte do dia a dia.


Só que existe um detalhe importante: o mercado não mudou na mesma velocidade.

Embora os sistemas mais modernos tenham crescido bastante, a maior parte das casas brasileiras ainda possui portas e janelas com vidro comum instalado na massa. Basta observar qualquer cidade. Casas antigas convivem com construções mais novas, e milhares de vidros continuam precisando de manutenção e reposição todos os dias.


A pergunta é: quem está atendendo esse mercado?

Muitas empresas simplesmente recusam esse tipo de serviço. Outras nem divulgam que fazem reposição. O resultado é que esse cliente acaba encontrando outra vidraçaria.


É comum ouvir que a troca de um vidro comum "não dá dinheiro". Mas será que essa ideia ainda faz sentido?

Na prática, a realidade costuma ser diferente. O valor final da venda normalmente é menor do que o de um box ou de um fechamento em vidro temperado, mas as margens podem ser extremamente interessantes. Dependendo do serviço, não é raro encontrar margens de 400% ou até superiores.


É um serviço que às vezes dá trabalho? Sim.

Mas muitas vezes é rápido de executar, exige pouco material e gera um excelente retorno financeiro.

Além disso, existe outro aspecto que merece atenção: fluxo de caixa.

Enquanto uma obra maior pode demorar para fechar, a reposição costuma acontecer porque o cliente precisa resolver um problema imediatamente. É um serviço que coloca dinheiro no caixa com rapidez e ainda pode abrir portas para futuras vendas de box, espelhos, esquadrias de alumínio ou outros produtos.


Talvez o maior erro seja pensar que uma coisa exclui a outra.

Ninguém está dizendo para abandonar o vidro temperado ou deixar de buscar obras maiores. A questão é outra: será que vale a pena abrir mão de um mercado que continua existindo, possui excelente margem e ainda gera relacionamento com novos clientes?

Essa é uma discussão que merece espaço dentro das vidraçarias.

Porque, às vezes, o dinheiro que falta no fim do mês não está em uma grande obra que não apareceu.

Pode estar justamente naquele serviço de reposição que a empresa deixou de fazer.


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