AS NOVAS GERAÇÕES SÃO MAIS MOLES?
- RODRIGO H. SANDIM

- 17 de abr.
- 2 min de leitura

Por que a gente acha as gerações mais novas “moles”?
Essa é uma conversa que muita gente evita… mas a gente precisa fazer.
Não é só diferença de idade. É diferença de formação.
A geração X, no geral, foi a primeira que cresceu com uma realidade muito clara:
A gente teve que se virar cedo.
Muitos de nós:
ficávamos sozinhos em casa
cuidávamos de nós mesmos
aprendíamos no erro, sem supervisão
lidávamos com consequência real, sem filtro
Nossos pais estavam trabalhando.
E não era ausência por descuido, era necessidade.
A gente cresceu entendendo, mesmo sem ninguém explicar:
O mundo não tem rede de proteção o tempo todo
Se você errasse, você lidava com o erro. Se você esquecesse, você arcava com aquilo. Se você não aprendesse, ninguém ia parar tudo pra te ensinar com calma.
Isso moldou o nosso jeito de trabalhar.
No vidro e na esquadria, isso aparece muito claro.
A gente:
não espera estar 100% pronto pra fazer
aprende fazendo
assume responsabilidade rápido
aguenta pressão sem desmontar
E principalmente:
A gente não terceiriza a culpa com facilidade.
E por que os mais novos parecem diferentes?
Porque o ambiente mudou.
Hoje existe:
mais proteção
mais orientação
mais mediação
mais tempo pra aprender sem consequência imediata
E isso não é necessariamente ruim.
Mas gera um contraste.
Pra quem foi formado na pressão da vida real, qualquer excesso de cuidado parece fragilidade.
Mas aqui tem um ponto de maturidade
A gente precisa tomar cuidado com uma coisa:
Não confundir contexto diferente com falta de caráter
Eles não são “moles” por essência. Eles foram formados em outro modelo.
O equilíbrio que o setor precisa
O nosso mercado precisa dos dois:
da casca dura de quem aprendeu na marra
com a capacidade de adaptação de quem nasceu no digital
Mas alguém precisa fazer essa ponte.
E, gostando ou não…
Esse alguém é a gente.
Usei ‘a gente’ ao longo de todo o texto porque sou alguém de 48 anos, da geração X.






















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