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AS NOVAS GERAÇÕES SÃO MAIS MOLES?

Imagem: Arquivo Jornal do Vidro
Imagem: Arquivo Jornal do Vidro

Por que a gente acha as gerações mais novas “moles”?

Essa é uma conversa que muita gente evita… mas a gente precisa fazer.

Não é só diferença de idade. É diferença de formação.

A geração X, no geral, foi a primeira que cresceu com uma realidade muito clara:

A gente teve que se virar cedo.


Muitos de nós:

ficávamos sozinhos em casa

cuidávamos de nós mesmos

aprendíamos no erro, sem supervisão

lidávamos com consequência real, sem filtro

Nossos pais estavam trabalhando.

E não era ausência por descuido, era necessidade.

A gente cresceu entendendo, mesmo sem ninguém explicar:

O mundo não tem rede de proteção o tempo todo

Se você errasse, você lidava com o erro. Se você esquecesse, você arcava com aquilo. Se você não aprendesse, ninguém ia parar tudo pra te ensinar com calma.

Isso moldou o nosso jeito de trabalhar.


No vidro e na esquadria, isso aparece muito claro.

A gente:

não espera estar 100% pronto pra fazer

aprende fazendo

assume responsabilidade rápido

aguenta pressão sem desmontar

E principalmente:

A gente não terceiriza a culpa com facilidade.


E por que os mais novos parecem diferentes?

Porque o ambiente mudou.

Hoje existe:

mais proteção

mais orientação

mais mediação

mais tempo pra aprender sem consequência imediata

E isso não é necessariamente ruim.

Mas gera um contraste.

Pra quem foi formado na pressão da vida real, qualquer excesso de cuidado parece fragilidade.


Mas aqui tem um ponto de maturidade

A gente precisa tomar cuidado com uma coisa:

Não confundir contexto diferente com falta de caráter

Eles não são “moles” por essência. Eles foram formados em outro modelo.


O equilíbrio que o setor precisa

O nosso mercado precisa dos dois:

da casca dura de quem aprendeu na marra

com a capacidade de adaptação de quem nasceu no digital

Mas alguém precisa fazer essa ponte.

E, gostando ou não…

Esse alguém é a gente.

Usei ‘a gente’ ao longo de todo o texto porque sou alguém de 48 anos, da geração X.



 
 
 

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