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Você conhece o Vidro Low-e?

  Dia desses, em que o sol resolveu dar as caras em Curitiba, fui tomar um chope num restaurante de comida rápida. Escolhi uma mesa na área externa, toda fechada com vidro, e sentei a espera do meu pedido. Quando o garçom colocou o copo na mesa, por um instante, observei os raios solares ultrapassando a vidraça e incidindo no meu copo, trazendo luz e calor. A luz não tem problema, mas, o calor... todo mundo sabe que não combina com chope. Nessa hora, pensei: Porque não tem um vidro que reduz a entrada de calor instalado aqui?

 Antes, a solução para reduzir a entrada de calor era usar vidro colorido ou refletivo. Só que, eles também impediam a entrada de luz. Ou seja, resolvia um problema e criava outro, porque ia ter que iluminar o ambiente com luz artificial. Atualmente, existem os vidros Low-E, que deixam a luz entrar e impedem a entrada de calor. Ufa, meu chope estaria a salvo! E não só ele, como todo mundo que quisesse passar menos calor, sem ter que ligar o ar condicionado e gastar uma fortuna com a conta de energia elétrica.

  Certo, então a solução existe! Porém, parece que não tem sido muito utilizada... Basta observar que os fechamentos de vidro em áreas externas de estabelecimentos comerciais são cada vez mais comuns, entretanto, pouquíssimos são os que possuem vidros de baixa emissividade instalados. Por quê? Boa pergunta! Lá fomos nós conversar com o Ivânio Prestes, gerente da Sulglass, pra tentar descobrir a resposta.

1) Quais as vantagens da instalação desse tipo de vidro?

Para o consumidor final, a vantagem é o conforto térmico, o aproveitamento da luminosidade natural e a redução de gastos com energia elétrica. Já para o vidraceiro, a vantagem é o ganho maior. Como o Low-E é um vidro mais caro, tecnologicamente avançado, top no mercado, o valor agregado é muito maior que o do vidro temperado comum.

 

2) Porque os vidros de baixa emissividade ainda são pouco encontrados em instalações?

A principal razão é o custo, no mínimo 100% mais caro que o vidro temperado comum. Como o padrão construtivo das construções brasileiras ainda é muito básico, geralmente, o consumidor final busca o melhor custo X benefício, ou seja, a melhor opção dentre as mais baratas. Nem sempre é a melhor escolha. No caso do Low-E, o custo mais alto é recompensado, em longo prazo, com a redução na conta de energia elétrica. Outro motivo está na falta de informação dos profissionais que estão em contato com o consumidor final. Em geral, os profissionais do ramo vidreiro são muito desatualizados, trabalham anos com os mesmos produtos adotando as mesmas técnicas, sem buscar informação e renovação. Claro, também tem aqueles profissionais que estão sempre inovando e oferecem o que há de mais moderno a seus clientes. Mas, são poucos. Atualmente, quem mais procura esse tipo de vidro é o arquiteto e o engenheiro, para ser instalado em ambientes externos.

 

3) Em sua opinião, o que pode ser feito para popularizar o produto?

A melhor estratégia é a ampla divulgação do produto e de seus benefícios. As empresas, tanto os fabricantes de vidro, como as beneficiadoras, precisam investir em divulgação e treinamento intensivo para os vidraceiros. O produto também deve ser divulgado para o consumidor final, para que ele também possa procurá-lo nas vidraçarias. Além disso, deveria existir divulgação e apoio até mesmo por parte das instituições governamentais. Afinal, as hidrelétricas brasileiras vivem sofrendo com constantes estiagens, com isso, a energia fica escassa e mais cara. Se existe um produto como o low-e, capaz de diminuir em até 70 % a entrada de calor dentro do ambiente, porque não incentivar seu uso para reduzir o consumo de energia com aparelhos de ar-condicionado?

 

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