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O surgimento da ferragem de alumínio

 

A ferragem de alumínio é a preferência de dez entre dez vidraceiros no sul do Brasil. Mas, nem sempre foi assim. Houve uma época em que o pessoal torcia o nariz pra ferragem de alumínio, pensando: esse material é muito leve, será que vai aguentar uma porta de vidro? Isso porque, nessa época, ferragem boa era só a ferragem de latão, inclusive, muitos vidraceiros de outras regiões do Brasil ainda pensam assim...

Porém, como tudo muda, evolui e se transforma, a ferragem também mudou. E o responsável por muitas inovações nas ferragens foi o Gilberto Goedert, fundador da Elber, empresa curitibana, criada em 1985, especializada em ferragens para vidro. A trajetória dele é muito interessante. Tudo começou quando ele morava em São Bento do Sul/SC e tinha o sonho de ser aviador. Veio para Curitiba/PR em 1976 e ingressou na escola de aviação do Bacacheri. Logo, logo, nosso inventor descobriu que voar não era bem o que ele imaginava e mudou de ares, ou de rumo...enfim, foi trabalhar como desenhista na Vidraçaria Cometa. Na época, a Cometa havia construído o primeiro forno de têmpera de Curitiba, com isso, Gilberto conta que teve a oportunidade de conviver com profissionais como Koki Saito e Antônio Jauch, ambos engenheiros e ex-funcionários da Santa Marina que montaram uma prestadora de serviços para atender a Cometa. Segundo Gilberto, eles foram seus grandes professores!

 

Descobrindo a ferragem para vidro

    

Em 1979, a Cometa fundou a Vicoplex que logo se tornou sócia da Santa Marina. Gilberto foi transferido para a nova empresa onde conheceu o engenheiro belga Jean Paul, gerente industrial que, no futuro, seria seu sócio no ramo de ferragens. Mesmo trabalhando o dia todo como gerente de produção na Vicoplex, nas noites e nos finais de semana Gilberto saía instalando vidros e boxes de banheiro pra obter uma renda extra. Foi aí que ele começou a perceber que a linha de ferragens disponível era muito arcaica, feita de latão fundido e tendo como base um projeto muito antigo. Era preciso modernizá-la. Decidiu começar fazendo experiências para uso próprio com as quais conseguiu obter grande resistência e maior facilidade na instalação. 

 

Em 1982, a Blindex lançou o primeiro kit box do Brasil. Era um box de correr, com trilhos de alumínio e puxador de latão. Para concorrer com o novo produto da Blindex, a Vicoplex/Santa Marina criou um departamento de desenvolvimento de produtos. Gilberto, que já tinha uma diversidade de invenções, recebeu a incumbência de gerenciar o departamento e criar um novo produto.  

 

A primeira dobradiça de alumínio

 

Desafio aceito. Desafio cumprido. Analisando as vendas da Cometa, Gilberto percebeu que a região sul tinha preferência pelo box de abrir, por seu design mais limpo, sem o trilho aparente. Em relação ao material, o latão tinha a desvantagem de produzir zinabre quando em contato com a umidade, portanto, não era a melhor opção para o mercado litorâneo. Pensando em inovar e criar um produto que atendesse a todos os mercados, em 1982, Gilberto Goedert projetou um box de abrir com dobradiças e puxadores de alumínio. Até então, esse produto não existia no mercado de ferragens para vidro. Como já dissemos, o pessoal não confiava na resistência do alumínio para esse fim, então, caberia ao criador provar a eficácia do novo produto. Para isso, Gilberto criou um mecanismo de teste para avaliar a resistência e viabilidade da fechadura de alumínio, que foi aprovada com louvor. Porém, a situação econômica do país fez com que a empresa fizesse cortes orçamentários e o projeto ficou no papel. 

 

A frustração foi grande. Entretanto, Jean Paul, gerente industrial da Vicoplex e já muito amigo de Gilberto, sugeriu que ele desse continuidade ao projeto de forma independente, fundando sua própria empresa.  E mais, propôs que eles fossem sócios. Da proposta até a aceitação foram três anos. Só em 1985 Gilberto decidiu fundar, em sociedade com Jean Paul, a Elbern. O nome curioso vem da junção das primeiras sílabas dos nomes das esposas dos sócios. 

O sonho se torna realidade com a Elbern. O projeto do kit box de abrir fabricado em alumínio finalmente saiu do papel. De cara, receberam uma encomenda de 500 kits. Em 1987, a jovem empresa foi vendida para a Cometa e o valor dividido entre os sócios. Em 1989, Gilberto comprou-a novamente e a rebatizou como Elber, dessa vez, uma sílaba do nome da esposa e a outra do nome dele mesmo. A Elber cresceu, tornou-se referência na fabricação de ferragem para vidro e acabou influenciando a criação de outras empresas, que juntas constituem o atual polo ferragista de Curitiba/PR. Gilberto seguiu criando soluções e inovando até 2001, quando decidiu abandonar a carreira como empresário do ramo de ferragens e levar uma vida mais pacata e tranquila.  

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